Cartilha Antipirataria

Clique aqui, para ter acesso ao conteúdo da Cartilha Antipirataria lançada pela CBDL em setembro do ano passado. Com texto simples e objetivo, a cartilha responde o que é, e como reconhecer um produto pirata. Além disso, informa sobre as consequências para quem pratica estes atos e o que fazer para denunciá-los.

 

 

Diagnóstico é fundamental para não se confundir febre Q com dengue

Muitas vezes, os sintomas que são associados à dengue podem estar associados à outra doença desconhecida no Brasil, a febre Q, causada pela bactéria Coxiella burnetii. Transmitida pelo ar ou por leite, fezes, urina, muco vaginal ou sêmen de animais, incluindo cães e gatos, a febre Q é uma doença mais rural, que já contaminou pessoas no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Estudo publicado na American Journal of Tropical Medicine and Hygiene observou a presença de C. burnetii em nove pacientes em um surto no município de Itaboraí, Rio de Janeiro. Junto a um hospital da região, os pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) analisaram as amostras dos pacientes que deram entrada no hospital entre março de 2013 a outubro de 2014. Foram realizados testes sorológicos do anticorpo IgM e teste rápido com antígeno NS1 para detecção de dengue. De 166 pacientes com confirmação para dengue, nove foram diagnosticados com febre Q.

“Embora a quantidade de amostras positivas para febre Q pareça inexpressiva, chama atenção a correlação que os profissionais de saúde fizeram com a dengue no momento do diagnóstico clínico”, afirmou Elba Lemos, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC/Fiocruz.

A pesquisadora afirma que a febre Q é ainda muito negligenciada, “embora não exista em grande número, ela nos preocupa devido à resistência do patógeno e sua perpetuação no ambiente, podendo causar surtos”, completa a pesquisadora que alerta para a necessidade de um diagnóstico diferencial.

De acordo com Elba, nos casos de suspeita de febre Q, as pessoas devem  ser medicadas de imediato com a utilização de um antibiótico específico por três semanas em casos agudos, nos crônicos, os remédios podem ser administrados por meses.

“Esperamos que os profissionais de saúde não desconsiderem a circulação de outras doenças em meio a surtos de dengue, zika, chikungunya e, também, Influenza. Evidentemente teremos mais casos de dengue do que de febre Q, por exemplo, porém é fundamental o suporte laboratorial no diagnóstico para que se possa fazer um tratamento correto”, conclui a pesquisadora. (Com informações da IOC/Fiocruz – 18.5.16)