Cartilha Antipirataria

Clique aqui, para ter acesso ao conteúdo da Cartilha Antipirataria lançada pela CBDL em setembro do ano passado. Com texto simples e objetivo, a cartilha responde o que é, e como reconhecer um produto pirata. Além disso, informa sobre as consequências para quem pratica estes atos e o que fazer para denunciá-los.

 

 

Especialista defende uso de testes Point of Care para combate à infecção por HIV

Para conseguir rastrear toda a população suscetível à infecção por HIV, o Brasil teria que realizar 144,9 milhões de testes anualmente. O total corresponde a cerca de 70% da população que é sexualmente ativa, número muito maior do que a capacidade laboratorial existente no País. Os dados tornam a expansão do acesso ao diagnóstico um desafio para a saúde pública, apontou Miriam Franchini, especialista em laboratórios de Infecções Sexualmente Transmissíveis, AIDS e Hepatites Virais.

“Em um âmbito global, seriam precisos 5,3 bilhões de testes todos os anos para garantir essa cobertura da população sexualmente ativa, um cenário que torna a garantia de acesso ao diagnóstico um desafio para a saúde pública”, reiterou.

Diante desse quadro, Miriam Franchini destacou que os testes Point of Care, também conhecidos como testes laboratoriais remotos, aparecem como aliados para alcançar espectros maiores da população. Eles utilizam amostras diferentes como plasma, sangue, fluidos orais e urina e são apontados pela ONU como alternativa de alta qualidade, fácil utilização e de baixo custo. “Esses testes podem ser feitos fora dos laboratórios, produzindo resultados em menos de 30 minutos e sem a necessidade de equipamentos”, pontuou.

Ela observa que esse tipo de teste é descartável e de uso individual, o que permite seu uso em locais que não têm infraestrutura laboratorial, de difícil acesso, em programas de saúde pública, como os serviços de pré-natal, e em grupos chave tais como homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas ilícitas e profissionais do sexo. Além disso, os testes POC podem ser armazenados em temperatura ambiente e por períodos considerados longos.

Outro benefício apontado por Miriam Franchini é o acesso rápido ao resultado o que possibilita intervenções rápidas, uma vez que tiram a possibilidade de evasão antes do resultado e contribuem para melhorar a resolutividade do atendimento nos serviços de saúde. “No Brasil, os testes rápidos para HIV são distribuídos desde 2005 pelo Ministério da Saúde e regulados por diretrizes ministeriais que estabelecem a sensibilidade e a especificidade aceitáveis, assim como outros parâmetros”, explica.

A expansão do acesso ao diagnóstico via Point of Care é um dos desafios da saúde brasileira e a ideia é que esses testes possam ser realizados por profissionais treinados principalmente fora do ambiente laboratorial. Levar a possibilidade de testagem para uma fatia cada vez maior da população é importante em uma realidade como a do Brasil, em que 112 mil dos 827 pacientes com HIV/AIDS não sabem que carregam o vírus, de acordo com o boletim do Ministério da Saúde.

“Para isso é necessário o trabalho em três frentes: desmistificação do diagnóstico, garantia de testagem de populações-chave para controle da pandemia e atuação para levar esses testes às pessoas que não têm acesso aos serviços de saúde. Mais do que isso, tanto órgãos reguladores, quanto produtores destes testes precisam investir em programas de controle de qualidade perenes visando a manutenção e aprimoramento dos produtos, a constância  da qualidade de cada lote produzido e entregue nos serviços e também do desempenho dos profissionais que realizam os testes, tudo para garantir a qualidade do diagnóstico da infecção”, finaliza.

De acordo com os dados mais recentes para o Brasil, lançados pelo Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico HIV/AIDS 2016, estima-se que 827 mil pessoas vivam com HIV/AIDS no País e que a epidemia tem se concentrado principalmente entre populações vulneráveis e nos mais jovens. (Com informações da Agência Brasil – 1.12.16)