Cartilha Antipirataria

Clique aqui, para ter acesso ao conteúdo da Cartilha Antipirataria lançada pela CBDL em setembro do ano passado. Com texto simples e objetivo, a cartilha responde o que é, e como reconhecer um produto pirata. Além disso, informa sobre as consequências para quem pratica estes atos e o que fazer para denunciá-los.

 

 

Pró-Saúde 2015/Fechando 2014: evento reuniu lideranças do setor para avaliação de conjuntura política e econômica

Promovido pela Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) em conjunto com várias outras entidades do segmento saúde como a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e o Sindicato dos Hospitais (SindHosp), com apoio do Grupo Fleury, o encontro “Pró-Saúde 2015/Fechando 2014” reuniu nesta quinta-feira, 11 de dezembro, lideranças e associados de todas as entidades para ouvirem as palestras do cientista social Bolivar Lamounier e do economista Eduardo Giannetti da Fonseca.

A abertura do evento foi feita pelo presidente do Grupo Fleury que saudou a todos e  fez uma rápida avaliação de conjuntura, salientando a importância dessa união de todos os players do setor saúde. “Apesar das barreiras, há amadurecimento”, afirmou.

Conjuntura Política Econômica Nacional
Bolivar Laumonier traçou um panorama da política no país nos últimos 30 anos, que culminou numa avaliação das últimas eleições. Em sua visão, o processo eleitoral foi bastante truculento e o Brasil não se coaduna com essa ideia de divisão mal humorada.

Sobre o futuro, teceu três hipóteses possíveis. A primeira delas é um cenário bom, onde a presidenta Dilma dá respaldo às medidas do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, junto ao PT e ao Congresso.  Nesse caso, os escândalos vão ficando para trás e um clima positivo ganha força.  “Há 20% de chances de termos esse cenário”, avaliou Bolivar.

A segunda hipótese é um quadro ruim, onde Dilma se desdobra para apagar incêndios entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda e resolver no Congresso, um “abacaxi” atrás do outro. As sequelas da Petrobrás não param de surgir e os militares “engolem” o relatório da Comissão da Verdade, mas não apreciam o sabor. De acordo com o cientista político, há 50% de chances de acontecer.

Na terceira hipótese há um clima de instabilidade. Acaba a lua de mel entre os empresários e o Congresso, que fica paralisado pelas pressões de parte do PT, com a ingerência do Lula no governo. Há um aumento das mobilizações populares, cai a credibilidade externa, não há recursos para investir e o país passa a viver de espasmos de crescimento. Para Bolivar, há 30% de chances dessa hipótese se concretizar.

Conjuntura Econômica Nacional
Para Eduardo Gianetti da Fonseca, as notícias no campo da economia não são todas más. Ele fez uma análise da conjuntura econômica desde o último mandado do presidente Fernando Henrique Cardoso até o atual mandato da presidenta Dilma Roussef.

O economista salientou que, de 2010 a 2013, o Brasil foi a estrela da economia emergente com um crescimento médio de 4%, e que o país conseguiu atravessar a crise de 2008/2009 sem abalos, fatores que apontavam para uma economia de alta performance. Porém, tal fato não ocorreu.

O quadro atual combina três fatores que não podem caminhar juntos: baixo crescimento crônico (cerca de 1%, em média, nos últimos quatro anos); inflação teimosamente no teto (4,5%), com tolerância de 2% para cima ou para baixo; e, contas externas deficitárias - o déficit é da ordem de 3% do PIB.  “Até 2005, o Brasil tinha superávit nas contas externas. Além disso, o crescimento baixo deveria levar à deflação. Hoje, os investimentos no Brasil também vêm caindo”, ressaltou Giannetti.

Para ele, é preciso mudar fatores domésticos como as finanças públicas, que pioram desde 1988. Neste ano a carga tributária era de 24,4% do PIB e hoje é de 36%, sendo que o Estado brasileiro investe apenas 2% do PIB, em média, isto é, a nossa capacidade de investimentos está reprimida.

Conjunturalmente, o economista avalia que houve uma piora na política econômica depois do segundo mandato de Lula e primeiro de Dilma. Hoje não sabemos se o câmbio é ou não flutuante. Também se saiu da horizontalidade na microeconomia, com intervenções pontuais do governo em alguns setores e com a expansão da oferta de créditos pelo BNDES, exemplificou.

Giannetti observou que, apesar disso, apenas 40 dias depois do segundo turno, o grau de incerteza foi diminuindo. Avaliou que Joaquim Levy tem atributos técnicos impecáveis para fazer as mudanças econômicas necessárias.

Em sua opinião, apesar de termos agora uma condição difícil, é possível vislumbrar algumas situações. Uma delas seria uma guinada de 180% na política econômica com a redução da carteira de crédito do BNDES para fazer uma operação “desmame” do setor privado.

A segunda situação seria o Governo começar seu mandato acuado. Nesse caso, o PMDB já está de tocaia para dar o “bote” e o Petrolão gera radioatividade.

A respeito de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Eduardo Gianetti conjecturou que: ou o Governo mudou, ou Joaquim Levy mudará, ou nenhum dos dois mudou e daqui a seis meses acaba tudo. (Com informações da Oficina de Mídia – 11.12.14)