Cartilha Antipirataria

Clique aqui, para ter acesso ao conteúdo da Cartilha Antipirataria lançada pela CBDL em setembro do ano passado. Com texto simples e objetivo, a cartilha responde o que é, e como reconhecer um produto pirata. Além disso, informa sobre as consequências para quem pratica estes atos e o que fazer para denunciá-los.

 

 

Exame de sangue pode detectar de forma precoce recidiva de câncer de mama

Um estudo, conduzido pelo Institute of Cancer Research em Londres, Inglaterra, e publicado na revista Science Translational Medicine, apontou que um simples exame de sangue pode, no futuro, oferecer aos pacientes com câncer de mama, um aviso precoce sobre o retorno da doença após a quimioterapia ou cirurgia.

O teste detecta um pequeno número de células tumorais residuais que tenham permanecido depois do tratamento, através da detecção do DNA do tumor na corrente sanguínea. Ele é tão sensível que as recidivas podem ser previstas vários meses antes de novos tumores aparecerem em exames hospitalares.

Os cientistas esperam que o teste também possa tornar possível a identificação de mutações genéticas que sejam letais para alguns pacientes, de modo que a terapia possa ser personalizada.

O estudo é o primeiro a mostrar que testes de sangue podem ser utilizados para prever recaídas. Embora ainda vá levar tempo para que o exame esteja disponível, os cientistas esperar acelerar os estudos com a realização de ensaios clínicos muito maiores a partir do próximo ano.

A equipe pesquisou tumores e sangue de 55 mulheres que haviam sido tratadas com sucesso de câncer de mama em estágio inicial. Os exames de sangue realizados em intervalos de seis meses mostraram com acurácia quais pacientes eram propensas a sofrer uma recaída. As mulheres que foram positivas para o DNA de tumor circulante tiveram 12 vezes mais risco de recorrência do câncer do que aquelas que apresentaram resultados negativos. O retorno à doença pode ser previsto em uma média de 7,9 meses antes que quaisquer sinais. (Com informações do portal Labnetwork – 28.8.15)

 
Livro Saúde 4.0 traz panorama do setor de dispositivos médicos (DMAs)

O II Fórum Nacional de Produtos para Saúde no Brasil, ocorrido nesta terça-feira, 18 de agosto, no auditório da Interlegis, em Brasília,foi o palco para o lançamento do livro  “Saúde 4.0: Propostas para impulsionar o ciclo das inovações em Dispositivos Médicos (DMAs) no Brasil”, produzido pela Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). O documento, elaborado por especialistas de diversas associações representativas do segmento de dispositivos médicos e diagnóstico in-vitro, traz 25 propostas para impulsionar este setor no Brasil.

Prestigiaram o encontro, parlamentares como a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS), o deputado federal Odorico Monteiro (PT/CE) e o deputado federal Geraldo Resende (PMDB/MS). Clementina Moreira Alves, presidente e diretora executiva da Agência Íntegra Brasil, responsável pelo Instituto Brasileiro de Ação Responsável fez a abertura do evento, cuja mesa inicial foi composta pelos parlamentares presentes e pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Adriano Massuda e o presidente da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), Carlos Eduardo Gouvêa.

A senadora Ana Amélia parabenizou a ABIIS pelo lançamento do livro e ressaltou: “As pessoas esperam de nós, compromissos sérios como este livro, que é uma verdadeira radiografia das necessidades brasileiras”.

Em sua intervenção, o deputado Geraldo Resende, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Órteses e Próteses, também destacou a importância da iniciativa da ABIIS e do papel da CPI, que formatou um relatório minucioso sobre as órteses e próteses ao País e ajudou a regulamentar o setor. Lembrou que tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei que criminaliza a fraude na iniciativa privada.

Já o deputado Odorico Monteiro, recordou que o ministro da Saúde, Arthur Chioro, criou um grupo interministerial para integrar os interesses da nação e discorreu sobre a tipificação do crime de corrupção privada e o esforço que o País vem fazendo para coibir as práticas de corrupção. “O custo da Saúde é de toda a sociedade. Todos nós somos usuários do SUS”, defendeu o deputado. O parlamentar enfatizou ainda, que o debate da incorporação tecnológica está muito atrasado e isso deve ser colocado na agenda. “Não se justificam os 360 dias para liberar pesquisas e estudos da fase 3”, finalizou.

Adriano Massuda, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, também parabenizou a criação do livro Saúde 4.0 e frisou a necessidade de transformação na cultura organizacional do País para que a tecnologia seja cada vez mais utilizada. Para ele, há um campo extraordinário de desenvolvimento para adensar a tecnologia na rede básica.

Carlos Eduardo Gouvêa, o presidente da ABIIS, agradeceu a presença de todos e parabenizou o trabalho do setor público e da academia.  Sobre as propostas que compõem o livro Saúde 4.0, afirmou que elas vão ajudar na redução de custos, evitando desperdícios e gastos desnecessários, além da melhoria na qualidade hospitalar, com tratamentos mais eficazes e menor tempo de internação, principalmente se usarmos a TI - tecnologia da informação de forma adequada.

O mercado global dos DMAs e números expressivos como o faturamento anual na casa dos US$ 350 bilhões e um volume de exportações de US$177,7 bilhões (2012) foi objeto do discurso do dirigente da ABIIS. De acordo com ele, cerca de 80% deste segmento são de pequenas e médias empresas. “No Brasil temos uma realidade de 15 mil empresas que geram 132 mil empregos diretos. Os últimos levantamentos apontaram um faturamento na ordem dos US$ 10 bilhões, em 2013. Mas, o Brasil está bem atrás de países como a Alemanha e o Japão em termos de gastos percentuais com dispositivos médicos no total do dispêndio com saúde púbica e privada”, alertou o presidente da ABIIS.

Para Gouvêa, apesar dos avanços do setor, o País tem grandes questões a resolver e esse foi o principal foco do livro. “Entre os entraves a serem resolvidos estão os problemas de acesso, a gestão do espaço físico, o incremento das tecnologias nas redes básicas e nos hospitais”, finalizou.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do Saúde 4.0 (Por Oficina de Mídia – 20.8.15)