Cartilha Antipirataria

Clique aqui, para ter acesso ao conteúdo da Cartilha Antipirataria lançada pela CBDL em setembro do ano passado. Com texto simples e objetivo, a cartilha responde o que é, e como reconhecer um produto pirata. Além disso, informa sobre as consequências para quem pratica estes atos e o que fazer para denunciá-los.

 

 

Plásticos com ação bactericida poderão ser usados em laboratórios e hospitais

Filmes plásticos contendo nanopartículas de prata com ação bactericida foram desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), instituição ligada a USP.

Depois de testes feitos com o material, a equipe demonstrou eficiência na eliminação de bactérias que causam infecções e sem apresentar toxicidade. Desta forma, os filmes poderão ser utilizados em embalagens de alimentos e também, posteriormente, em laboratórios, nas instalações hospitalares e nos materiais cirúrgicos.

O material usado foi o polipropileno e a ação bactericida das nanopartículas de prata ocorre no contato direto com os micro-organismos.

“Acredita-se que uma reação de ionização junto à membrana celular da bactéria cause danos no processo de respiração e leve as nanopartículas a penetrarem em seu interior. Ali dentro, as nanopartículas na forma iônica interagem com componentes celulares vitais, como o DNA, impedindo a divisão celular e consequente morte da bactéria”, narrou o Washington Oliani, do IPEN.

De acordo com o pesquisador, a colocação das nanopartículas nos filmes é feita por  extrusão. Assim, o polipropileno, a prata e outros componentes são introjetados em  uma máquina extrusora, que promove a fusão por aquecimento. “No final do processo é obtida uma película com espessura de 0,03 mm, que contém as nanopartículas de prata. Cada nanopartícula mede entre 22 e 42 nanômetros, sendo milhões de vezes menores do que um centímetro”, comentou Oliani.

Depois desse processo foram realizados testes de citotoxicidade, em camundongos. “Durante o desenvolvimento de novos materiais, há uma grande preocupação com o risco de contaminação. Por esse motivo é necessário averiguar se existe toxicidade. Os testes realizados em laboratório mostraram que os filmes não são tóxicos para células de mamíferos, como os seres humanos”, concluiu. (Com informações da Agência USP – 21.7.15)