| Unicamp promove campanha para prevenir câncer de intestino |
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Assim como existem as campanhas direcionadas à prevenção do câncer de mama e de próstata, fazer o mesmo com o câncer no intestino grosso. Esse é um dos desdobramentos que a Universidade de Campinas (Unicamp) gostaria que se repetisse com a campanha que a instituição iniciou essa semana entre membros de sua comunidade, com o objetivo de evitar o surgimento da doença. O câncer do intestino é o segundo de maior incidência entre as mulheres e o terceiro entre homens. Com a campanha, a universidade irá oferecer aos seus colaboradores que tenham 50 anos ou mais o Teste de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes - estima-se em cerca de 6 mil o número de colaboradores da Unicamp situados nessa faixa etária. Num programa piloto realizado no segundo semestre do ano passado, dos 206 servidores que aceitaram fazer o teste, 28 (o que equivale a 13,5%) apresentaram resultado positivo com diagnóstico de pólipos (lesões) no intestino ou câncer em fase inicial. “A campanha vai beneficiar nossa comunidade e pode servir como piloto, por exemplo, para secretarias de saúde”, avalia o professor Cláudio Coy, coordenador do Gastrocentro da Unicamp. Ele lembra que o câncer de intestino grosso (cólon e reto) se desenvolve a partir de lesões benignas que devem ser removidas para evitar o surgimento da doença. O lento crescimento das lesões faz com que elas só sejam percebidas tarde e, por isso, em geral, os casos de câncer só são descobertos em estágio já avançado. “O prognóstico é muito bom quando tratado em fase inicial, com a cura do indivíduo sem que sofra os efeitos de uma quimioterapia ou radioterapia”, explica o professor da Unicamp. Na fase assintomática, informa Coy, a sobrevida fica entre 80% e 90%. Já na sintomática, o índice cai para menos de 50%, e os pacientes que se submeteram a cirurgia, quimioterapia e radioterapia precisarão de acompanhamento pelo resto da vida. “Daí a importância do diagnóstico precoce”, reitera. Na campanha da Unicamp, a estratégia será aplicada unidade por unidade para expor os propósitos do programa, informar sobre a data da coleta e a entrega do resultado. Para aqueles que tiverem resultado positivo, a universidade garantiu parte dos exames complementares como, por exemplo, a colonoscopia. “O propósito é oferecer uma cobertura completa. Não é uma atividade para durar alguns meses. No ano seguinte voltaremos a fazer o mesmo e a expectativa é de que a adesão aumente com a continuidade”, informa Coy. Se repetir, na mesma escala, os índices do teste piloto, na campanha recém iniciada, devem ser identificados mais de 200 casos da doença. “Assim como na prevenção contra o câncer de próstata, existe a questão do preconceito, mas diante do enorme benefício, não há por que não fazer o exame”, alerta o professor. (Com informações da Unicamp – 7.02.12) |

