Cartilha Antipirataria

Clique aqui, para ter acesso ao conteúdo da Cartilha Antipirataria lançada pela CBDL em setembro do ano passado. Com texto simples e objetivo, a cartilha responde o que é, e como reconhecer um produto pirata. Além disso, informa sobre as consequências para quem pratica estes atos e o que fazer para denunciá-los.

 

 

Entre o enfarto e sangramentos

“Eu prescrevo a interrupção da aspirina muito mais que sua adoção”. A afirmação é da médica Alison Bailey, diretora do programa de reabilitação do Instituto do Coração Gill da Universidade de Kentucky, ponderando sobre benefícios e os possíveis efeitos colaterais do uso do ácido acetilsalicílico na prevenção de ataques cardíacos e derrames cerebrais. “As pessoas nem mesmo consideram a aspirina um medicamento, nem pensam que ela pode causar efeitos colaterais. Esta é a parte mais difícil do tratamento com aspirina”, acrescentou. A análise da médica corrobora com alguns dados recolhidos por pesquisadores londrinos em nove estudos aleatórios tratando do uso da substância nos Estados Unidos, Europa e Japão, abrangendo mais de 100 mil participantes que faziam o uso da substância, mesmo sem nunca terem sofrido ataque cardíaco ou derrame. Embora tivesse constatado que esses consumidores estavam 10% menos propensos a sofrer todo tipo de evento cardíaco e 20% menos propensos a ter um ataque do coração não fatal, ele estavam 30 vezes mais sujeitos a sofrer hemorragia gastrointestinal, efeito colateral mais freqüente do uso contínuo do remédio.  “Conseguimos mostrar de maneira bastante convincente que, nas pessoas sem histórico de ataque cardíaco ou derrame, o uso regular de aspirina pode ser mais nocivo que benéfico”, afirmou Sreenivasa Seshasai, do Centro de Pesquisa em Ciências Cardiovasculares da St. George's University of London. Seshasai afirmou, ainda, que as novas descobertas não apontam, necessariamente, que homens e mulheres saudáveis devam parar de tomar aspirina imediatamente. “A decisão de tratar essas pessoas com aspirina deve ser tomada caso a caso, levando em consideração o risco provável de ataque cardíaco ou derrame no futuro. Contudo, como o risco de episódios de sangramento sérios aumenta na mesma proporção que os benefícios, médicos e pacientes devem ponderar cuidadosamente as opções relativas ao tratamento de longa duração”, concluiu. (Com informações do UOL Saúde/The New York Times – 25.01.12)